sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Relatório para a Assembleia Geral da Paróquia São Mateus - CEJ UP


Introdução – Faz 720 dias (103 semanas) que apresentei meu primeiro relatório aqui neste fórum. Pois chegou o momento de apresentar o segundo... Quando se atua numa Paróquia com um ou mais colegas, há a necessidade de se trabalhar a partir de “áreas” bem definidas e é assim que atuamos. Exerço meu ministério pastoral alicerçado no tripé: Diaconia, Missão Interna e Externa mais Formação e, sempre, procurando despertar lideranças comprometidas. Assim, dou de mim nos grupos “Cestas Básicas”, “OASE Gerhild” e “Sempre Viva” (Diaconia); “Ensino Confirmatório I”, “JESMA”, “MIUNI” e “Comunicação” (Missão Interna e Externa); “Passeando pela Bíblia”, “Encontro de Homens”, “Discipulado” e “EB - Jovens” (Formação). Ao lado destes compromissos fixos vêm Cultos matutinos e vespertinos; Ofícios; Visitações caseiras e hospitalares; Reuniões; Aconselhamento vis-a-vis e via eletrônica e, por último, responsabilidades diversas na Comunidade Evangélica de Joinville (CEJ) e no Sínodo Norte Catarinense (SNC). No que diz respeito aos grupos “Supervisão de Visitadoras” e “Apoio a Enlutados” (Diaconia) estou sendo auxiliado pela minha esposa, Diác. Valmi Ione Becker que coordena estes grupos como obreira voluntária.

1. Cestas Básicas – (Diaconia – encontro mensal) O que é? Um encontro de pessoas carentes que vêm em busca de uma cesta básica imprescindível para a sua sobrevivência pessoal e familiar (20 famílias). Minha tarefa: Faço uma meditação de 20 a 30 minutos. São momentos onde procuro despertar esperança nas pessoas humildes que vêm em busca de pão físico e também espiritual. Há uma equipe que pensa a proposta num nível mais profundo. Em 2010 esta equipe vivenciará re-estrutura.

2. OASE Gerhild – (Diaconia – encontro bimensal) O que é? Encontro de senhoras da Terceira Idade ligadas à Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas da IECLB (+ ou menos 45 senhoras). Minha tarefa: Fomentar reflexão que ajude no enfrentamento do dia-a-dia cada vez mais complicado e isso, com a cabeça erguida. Coordeno o grupo a partir de cânticos folclóricos e sacros; desenvolvo momentos lúdicos e, repetindo, reflito sobre fé e vida, a partir de temas e textos bíblicos contextualizados. Há uma diretoria que pensa a proposta. Ajudo nesta empreitada.

3. Sempre Viva – (Diaconia – encontro mensal) O que é? Encontro mensal de mulheres e homens adentrados na Terceira Idade (+ ou menos 80 pessoas). Minha tarefa: Caminhar com este grupo auxiliando-o com uma reflexão marcada pela alegria de, no máximo, 30 minutos e ou ainda com propostas lúdicas. Há uma equipe que pensa a proposta. Participo da mesma.

4. Ensino Confirmatório I – (Formação – encontro semanal) O que é? Jovens pré-adolescentes que vêm até nós a mando dos pais e ou avós para experimentarem a catequese, o ensino cristão (+ ou – 20 pré-adolescentes). Minha tarefa: Passar os conteúdos que dizem respeito à Doutrina da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e, junto, fomentar perspectivas de comunhão, de Comunidade.

5. JESMA – (Formação – encontro semanal) O que é? Trata-se de um encontro aberto de jovens (+ ou – menos 50 participantes). Minha tarefa: Estar presente, pastorear e assessorar teologicamente a partir de reflexões, palestras e desafios. Há uma diretoria que pensa a proposta. Caminho junto com a referida.

6. MIUNI – (Formação – encontro semanal) O que é? Jovens adultos que estão ou que já passaram pela Universidade (profissionais em início de carreira) e ou que anseiam refletir fé e vida de uma forma mais aberta e informal (+ ou – 18 pessoas). Minha tarefa: Articular as temáticas. Há um grupo articulador que pensa esta proposta e no qual estou incluso.

7. Jornal O Caminho, Joinville Luterano e Podcast – (Missão interna e externa – compromisso mensal) O que é? É a Palavra de Deus pregada de uma forma a “atingir” pessoas em escala geométrica (+ ou – 50.000 pessoas). Minha tarefa: Escrevo colunas mensais em O Caminho: A Vida Ensina; Bimensais em o Joinville Luterano: Em poucas Palavras; Mensagens gravadas semanais no Podcast: www.luteranos.com.br/cejup

8. Passeando pela Bíblia – (Missão interna e externa – encontro semanal) O que é? Um grupo de Estudo Bíblico aberto para pessoas que querem ter uma visão panorâmica da Bíblia (+ ou – 18 pessoas). Minha tarefa: Criar e apresentar os estudos bíblicos; desafiar à prática dos mesmos no dia-a-dia; acompanhar os participantes.

9. Encontro de Homens – (Missão interna e externa – encontro bimensal) O que é? Reunião de homens aposentados da Paróquia São Mateus (+ ou menos 12). Minha tarefa: Junto com o colega Rolf Rieck articulo a comunhão e também a reflexão de algum tema bíblico ou não e, junto, procuro manterr a “chama” do trabalho comunitário acesa.

10. Discipulado – (Missão interna e externa – encontro semanal). O que é? Trata-se de um grupo de Estudo Bíblico fechado que visa o crescimento no comprometimento com o Corpo de Cristo, a Igreja (10 pessoas). Minha tarefa: Organizar os Estudos Bíblicos, acompanhar as pessoas e desafiá-las ao trabalho cristão.

11. EB Jovens – (Missão interna e externa – encontro semanal). O que é? É um grupo de Estudo Bíblico aberto voltado aos jovens da JESMA que preparam para a caminhada cristã (+ ou – 09 jovens). Minha tarefa: Organizar os Estudos Bíblicos, acompanhar os participantes e agir como um facilitador na descoberta dos seus dons para o serviço.

12. Supervisão de Visitadoras e Apoio a Enlutados – (Missão interna e externa – encontro mensal). O que é? É a supervisão de visitadoras da Paróquia São Mateus e do Grupo de Apoio às pessoas enlutadas (+ ou – 18 pessoas). Tarefa da Valmi: Ouvir alegrias e tristezas, sucessos e insucessos de quem ousa visitar corretamente. Incentivar caminhos escolhidos e ou sugerir caminhos outros.

13. Coral São Mateus – (Missão interna e externa – encontro mensal) O que é? Um grupo de cântico coral ao qual, mensalmente, dirijo uma reflexão bíblica.

14. Programações Especiais – (Missão interna e externa). O que é? Passeios com pré-adolescentes, senhoras e senhores; Retiros com adolescentes, jovens maduros, universitários e adultos; Palestras de Edificação e Evangelização; Organização de Eventos Sociais. Minha tarefa: Promover crescimento na fé a nível horizontal e vertical sempre com vistas no Reino de Deus, a partir de uma visão crítica.

Conclusão – Me dôo por inteiro a estes grupos fixos com o objetivo de “atingir” cerca de 300 pessoas por mês aqui na Paróquia São Mateus. Somando-se a esse número quatro Cultos com média de 150 pessoas (+ ou -) atinjo, mensalmente, 900 indivíduos. Com uma ou duas colunas bem escritas e ou uma reflexão semanal de três minutos gravada atinjo, com Boa Palavra, milhares. Anseio a ocupação de todos os espaços possíveis. Mexe comigo o fato de que nosso modelo de Igreja carece reforma. Podemos continuar com ele, mas sinto-me irresponsável se não apontar para outra proposta... Penso investir muito do meu tempo numa nova Comunidade marcada por “células” (pessoas estudando a Bíblia em grupos caseiros, a partir de acompanhamento orquestrado). Espero poder estar escrevendo com mais animação no final das próximas 103 ou 104 semanas, em novembro de 2011. Obrigado!

sábado, 12 de setembro de 2009

Bom samaritano!


Quantas e quantas vezes nós topamos com pessoas necessitadas. Se tu e eu tivéssemos tempo e força, nós poderíamos investir a nossa vida na ajuda às pessoas. As pessoas que servem e que tem alegria de se doar em prol dos outros, chamam atenção sobre si. Às vezes elas até plantam consciência pesada em nós. E aí vêm perguntas do tipo: Ajudamos tanto quanto poderíamos ajudar? Será que a ajuda que prestamos é, de fato, esperada? Onde mesmo é que somos chamados a ajudar? Será que podemos nos envolver por um determinado tempo com uma pessoa e, depois disso, nos retirarmos do processo? Muitos de nós reconhecemos nossos limites somente quando cansamos, quando as forças se vão. Quero ler este texto conhecido de Lucas 10.5-37...

O bom samaritano

Vimos que o bom samaritano viu as necessidades do homem ferido e não passou longe, mas se ocupou com ele. Que ele doou-se para o tal sujeito durante um dia e uma noite. Que depois disso ele o encaminhou aos cuidados de uma terceira pessoa para poder seguir seu caminho. Quer dizer, antes de ir embora o bom samaritano engajou outra pessoa para dar continuidade ao processo de cura do homem que encontrara agonizante.

Gente querida, Deus pode e quer nos ajudar a ver a necessidade do nosso próximo e, ao mesmo tempo, de acordo com as nossas possibilidades proporcionar ajuda aos necessitados. Deus também quer nos presentear com ânimo no sentido de que peçamos ajuda a terceiros se nós mesmos não conseguirmos dar conta do desafio que está sobre os nossos ombros.

Mas aí vem a pergunta: Quem é nosso próximo? Os cristãos que entendem o Mandamento do Amor não têm dificuldade de reconhecer quem é o seu próximo. Na Bíblia não está escrito: Ame o teu próximo se ele é querido contigo, se ele te é simpático. Como é a tua relação com o indivíduo que sempre te incomoda; que não cumpre horário; que não tem responsabilidade? Isso mesmo! Esse povo também pode ser chamado de “próximo”, mesmo que queiramos distância deles.

Gostaria de chamar atenção para um outro detalhe: Há pessoas que conseguem doar-se ao próximo de forma elogiável, mas se esquecem de dar atenção àqueles que se mostram mais próximos. De repente a esposa e ou o marido poderiam ser lembrados com um pequeno presentinho, de vez em quando. A avó ou o avô se alegrariam tanto com uma visita dos netos. Lembro daquele pai que estava acamado por causa de uma doença terminal e que sofria pelo fato de seu filho visitá-lo tão pouco. Quando conversei com o rapaz sobre aquele assunto, ele me assegurou que amava o seu pai, mas que o seu sofrimento o oprimia muito e ele não aguentava ver aquela dor.

É assim que amar ao próximo só é possível quando estamos marcados pela fonte do Amor que é Deus. Podemos conversar com Deus quando temos problemas com o nosso próximo. A Ele nós também podemos pedir que nos presenteie com o dom do amor. Quando eu sei o que precisa ser feito, logo eu também descubro onde e como eu posso fazer o que é necessário.

Conclusão


Irmãs e irmãos na caminhada cristã. Caminhemos dentro deste mundo com os nossos olhos abertos. Só assim perceberemos quem, no momento vivido, é o nosso próximo. Que nosso olhar possa perceber as pessoas que carecem da nossa ajuda. E lembrem-se: O nosso próximo sempre é falho e fraco exatamente tal como nós. Deus o ama tal como nos ama e é justamente por isso que não podemos ser indiferentes a ele. Com quem será que nos encontraremos ainda hoje à tarde? Abram os olhos...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Mergulhando de cabeça! - 1 Coríntios 12.14-15

Outro dia, lendo folheando o livro “O pequeno príncipe” de Antoine Saint-Exupéry, chamou-me a atenção a seguinte frase: - “Se você quiser construir um navio, não convoque homens para juntar madeira, dar ordens e dividir o trabalho. Antes, ensine-os a se apaixonar e desejar o eterno e distante mar”. Ah mais que palavra linda... Quero aprofundar mesma a partir da leitura de 1 Coríntios 12.14-15: “Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo.”

Como já perceberam, sou pastor e, tal como vocês, tenho alguns amigos. Um dia desses, ouvi de um deles: – Você e um pescador e, como tal, deve ajustar-se ao seu emprego. Se algum peixe morde a isca somente de dia, deves pescá-lo de dia. Se outros mordem a isca ao luar, deves pescá-los ao luar. Ah! Vocês sabiam que 95% dos pescadores de alto mar não sabem nadar?...

No nosso mundo vivem mais de seis bilhões de pessoas. Cada uma dela é diferente da outra. Na nossa sociedade massificada, esta singularidade meio que se perde na “poeira”. Aqui e ali ouvimos falar de milhares de mortos numa enchente e ou num terremoto. Lá e acolá observamos dez mil fazendo passeatas. Na televisão vemos não sei quantos mil torcendo num estádio de futebol...

Para nós isso são apenas números da estatística. No entanto, cada uma dessas pessoas tem a sua história; têm os seus relacionamentos; têm os seus planos para a vida. Cada um desses seis bilhões de indivíduos anseia por reconhecimento; sonha com reconhecimento; busca um objetivo que lhe propicie uma razão para viver.

Nunca mais esquecerei daquele amigo, piloto de teco-teco, em Novo Hamburgo – RS. Depois de tentar, por duas vezes, espatifar seu aviãozinho na parede do Morro do Chapéu, em Sapucaia do Sul, acabou pousando e, ali mesmo, no campo de pouso, compôs uma música: “Em mil livros a resposta procurei, a maneira de como proceder, mas resposta nenhuma encontrei, que me desse um alvo pra viver. Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos e Ele endireitará as tuas veredas, a tuas veredas.” (Provérbios 3.5-6)

Para Jesus as pessoas não são números de estatística. Ele ama cada indivíduo em particular e sabe das suas potencialidades. Pedro e André eram pescadores normais (Mateus 4.18), tais como muitos outros da sua época. Se eles não tivessem encontrado a pessoa de Jesus, eles teriam corrido toda sua vida atrás de uma especialização na área de linhas e anzóis e, por fim, teriam sumido dentro desse “mundão” apenas com “experts” na área da pesca. Entretanto Jesus chamou-os de dentro da massa dando-lhes novo sentido, novo conteúdo para as suas vidas. E eles reagiram de forma compromissada.

O nosso Senhor dá a cada pessoa que começa um relacionamento com Ele uma tarefa que tem sentido e que significa alguma coisa. Para cada indivíduo que O ouve, que confia na Sua proposta, há uma tarefa que somente ele pode cumprir melhor. Cada um de nós tem qualidades e características que nos fazem pessoas diferenciadas. Jesus Cristo precisa de nós, dos nossos acentos, das nossas potencialidades para poder, de lá onde se encontra, coordenar os mais variados “projetos de vida”, de serviço, de diaconia, de divulgação da Sua Palavra entre os que nos estão próximos. Juntamente com as tarefas que Ele nos propõe, Ele também nos dá os talentos e os dons necessários para atuarmos no Seu Reino de Paz, Amor, Justiça e Perdão.

Corre por aí um ditado na boca do povo que diz: - “Ninguém é insubstituível!” Isto não está certo! Máquinas podem ser substituídas, homens e mulheres não. Para Deus, você que assumiu um compromisso com Jesus Cristo, é insubstituível. Ele conta conosco e por isso nos chama para que O sigamos, para que O sirvamos, cada uma, cada um com o seu dom. Somos membros diferenciados do Corpo Vivo de Jesus Cristo que não pode, sob hipótese alguma, ser portador de deficiência. Continuemos atuando com alegria e que que Deus nos abençoe!

A Boa Escolha - 1 Coríntios 15.20-28


Do lado da minha casa, em Munique havia um cemitério. Nele havia velhas sepulturas e, entre elas, uma que me chamava muito a atenção. Ela era toda construída com grossos blocos de granito e mármore. Uma senhora que não cria na ressurreição dos mortos foi enterrada ali. No seu testamento estava escrito que os construtores do túmulo deveriam construí-lo de uma maneira que nunca ninguém conseguisse abrí-lo.

Aquela senhora também pediu que se escrevesse uma placa sobre a pedra, com os seguintes dizeres: - “Esta sepultura jamais será aberta”. Vejam só o que aconteceu! Uma pequena semente acabou brotando debaixo daqueles grossos blocos de granito. Ela foi crescendo e, com o tempo, encontrando um caminho entre as rachaduras do túmulo.


Parece mentira, mas a pequena sementinha cresceu e, com força contínua, conseguiu abrir as duas pedras que, por sua vez, racharam para dar espaço ao caule de uma grossa e frondosa árvore. Aquela pequena sementinha se encarregou de abrir o “grande monumento” dedicado ao ateísmo, à falta de fé.

Cada pessoa é um pensamento de Deus. É por isso que cada indivíduo tem a perspectiva da vida eterna. Sim, porque os “pensamentos” de Deus não podem sumir assim, sem mais nem menos, da face da terra. Deus é amor e quer presentear-nos com a vida eterna para que sejamos pessoas muito felizes. Claro, ninguém é forçado a ser cristão. Cada pessoa decide por si mesma se quiser viver ao lado ou longe de Deus, do Pai do Céu.

As pessoas que não crêem em Deus, escolhem um caminho errado porque vêem a Deus como um mentiroso. A sepultura de Munique deixou-me claro que Deus vai cumprir a Sua promessa. A Bíblia diz que no final da nossa história vai haver um julgamento. Que, nesse dia, será mostrado a cada pessoa o lugar onde ela vai permanecer na eternidade. Gente! Deus não é e nunca foi um ditador e é por isso que Ele permite que cada um de nós faça a sua escolha.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Um grande Amigo!


4.7b - ...Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. 4.14 - Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. 4.15 - Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 4.16 - Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno. (Hebreus 4.7b e 14-16)


Querida Comunidade! Vocês já repararam nos inúmeros Grupos de Pessoas que ajudam outras, em épocas de crise? Os AA, “alcoólicos anônimos” – como são conhecidos, animam-se mutuamente no sentido de “evitar a primeiro gole”. Há muitos outros grupos atuando dentro da sociedade. Grupos que se envolvem com doentes cardíacos, com diabéticos e com toda sorte de doenças graves. Também há os grupos que se especializam em apoiar enlutados e a acompanhar as vítimas da crescente violência entre nós. Sempre que agimos de forma comunitária, acabamos sendo mais fortes.


Pessoas que sofreram e lutaram para ultrapassar uma grande barreira e ou resolver um enorme problema, acabam se especializando no assunto e, para sentirem-se úteis na sociedade, dão tudo de si para ajudar pessoas que sofrem as mesmas agruras que elas mesmo sofreram. Quando se sente as mesmas dores, a conversa e a comunhão acontecem com mais facilidade. Este diálogo franco, muitas vezes, não acontece com os médicos, os psicólogos e os pastores que atuam na nossa volta. Coisa boa poder trocar-se experiências. Tal atitude sempre acaba sendo de grande ajuda. Informções que adquirimos da experiência de terceiros têm mais peso do que aquelas que vêm das palestras que ouvimos e ou dos livros que lemos.


Antigamente, em muitas culturas, os pastores também faziam o papel de médicos. Eles tratavam do corpo, do espírito e até davam palpites sobre a higiene do povo. Em muitos casos, até tinham formação para tal mas, será que eles entendiam as pessoas com as quais se relacionavam? A Bíblia nos conta que uma certa senhora chamada Ana chorou, durante longas horas, as suas agruras dentro do templo. O profeta Eli pensou que ela estivésse bêbada e até tentou conversar com ela. Um pouco mais tarde, ele mesmo percebeu que o assunto era mais delicado do que pensava. Vocês sabem disso!... Hoje em dia, muitos pacientes vão ao médico e não são entendidos por ele. Isso sempre foi assim e acho que continuará sendo, por longo tempo.


O texto da nossa prédica enfatiza que Jesus é nosso Sumo Sacerdote, o nosso Pastor Maior. Ele é o nosso Grande Médico. Só Ele pode compreender as nossas preocupações, fraquezas e doenças. E sabem porquê? Porque Ele passou por tudo isso. Ele sentiu fome, solidão, medo, tristeza e até o horror da morte na Sexta-feira Santa. Ele também se decepsionou com as pessoas, foi ferido e sofreu muito com a mentira.


Ele veio ao mundo e, aqui, tornou-se um homem de carne e osso para experimentar o que tu e eu experimentamos no dia-a-dia. Seu objetivo foi e continua sendo libertar as pessoas que, durante toda a sua vida, estavam e estão tomadas de medo. Para Jesus as pessoas sempre foram e continuam sendo importantíssimas. Ele proprio sofreu muita dor. E essa experiência sofrida na carne e no espírito acabou Lhe conferindo a autoridade para entender-nos e ajudar-nos quando entramos em desespero (Hebreus 2. 14-18).


Lemos nos Evangelhos que o Inimigo de Deus Lhe quis presentear poder, segurança e riqueza. Jesus venceu esta tentação e, consciente, seguiu o caminho da cruz. Alguns amigos até queriam desviá-lo deste objetivo. Mas Ele foi em frente. Vocês acham que Ele não teve chance e tempo de sobra para escapulir por entre as sombras da noite, enquanto estava no Jardim do Getsêmani? Claro que sim! Mas em vez disso, ficou esperando o traidor vir beijá-lo. Gente! Em Jesus temos um parceiro que conhece e compreende a vida como ela é.No Natal, Jesus tornou-se uma pessoa tal como tu e eu. Depois da Sua Ascenção Ele foi exaltado e sentou à direita do Pai para nos representar junto a Ele. Daí que as nossas fraquezas não lhe são estranhas. Ele pode nos ajudar a compreendê-las e, depois, retrabalhá-las para melhor podermos conviver com elas. É interessante notar que em todos grupos de Auto Ajuda a fé é entendida como ferramenta indispensável. Aqui não se trata da fé que sempre de novo procuramos compreender nos nossos Cultos. Não! Eles procuram forjar sua fé na comunidade dos iguais que, em comum, está em busca de um futuro melhor para si.


Nós, por outro lado, confiamos que Jesus nos compreende e que, por isso mesmo, Ele continuará nos ajudando com a resoluçao dos nossos problemas.Os grupos de Auto Ajuda procuram sempre estar juntos na caminhada; ser pacientes e perseverantes na jornada. Isso porquê os problemas precisam de tempo para serem resolvidos. As pessoas também precisam de tempo para crescer e pegar confiança no grupo onde participam. Se, de repente, mudarem os ventos e vierem dias piores, elas, que uma vez já foram ajudadas, poderão vir a ajudar outros.


O texto da nossa prédica também vê isso desse modo, quando fala que precisamos segurar nossa confissão de fé. Deus nos disse “sim” quando fomos batizados. Nós dissemos “sim” a Deus, no dia da nossa Confirmação. Há quem reagiu com um “sim” a Deus, no dia da sua conversão. Ótimo! Estes momentos representam a nossa aceitação na Comunidade Cristã. Também ali, a fé precisa de perseverança. Se perseverarmos na fé, cedo ou tarde, vamos acabar descobrindo o quanto Deus nos ajudou em tempos difíceis.


Fé tem a ver com confiança. Os problemas e as preocupações do dia-a-dia da vida são administrados com confiança pelos grupos de Auto Ajuda. Nosso objetivo é a vida eterna ao lado de Deus, a vida nova depois da morte. Com confiança, poderemos ir em busca deste objetivo porque, lá adiante, nos espera um grande amigo, Jesus. Aquele que morreu na cruz por nós. Amém

Reflexão sobre o Discipulado!


Estamos em tempos de crise. Aqui e ali ouve-se de “grandes novidades” e lá se vão as pessoas desavisadas “beber água” de “potes estranhos”. Igreja que é Igreja de Jesus Cristo sempre encara o “discipulado” como preocupação primordial. Esta posição já se encontra grifada no Evangelho de Mateus (Mt 28.18-20). O fato é que não podemos nos satisfazer apenas com o “envio dos doze” ou com o envio ao mundo de algumas mulheres e homens excepsionais do tempo em que vivemos. A proposta do discipulado é maior, uma vez que abrange toda a cristandade. Discipulado nada mais é do que a re-orientação da vida, a partir da obediência que “deságua” na sincera tentativa da busca de se ser como Jesus Cristo foi. E, fazer discípulos nada mais é do que oportunizar, fomentar às pessoas cristãs uma relação pessoal com o Senhor Jesus; é guiar estas pessoas para debaixo das “asas de Deus”; para debaixo da autoridade de Deus onde, com certeza, elas experimentarão grande transformação em suas vidas. Porque isto é a mais pura verdade, não hesito em dizer: - a Missão da Igreja fica incompleta se só acentuamos a conversão.


Ouvi e continuo a ouvir palestrantes que só conseguem conceber o discipulado como o ato “de seguir alguém de perto”. Aliás, este já era o conceito dos velhos Mestres da Lei dos tempos de Jesus. Penso que discipulado é mais do que isso. Quem lê Marcos 3.14 percebe que Jesus elegeu doze homens para “estarem com Ele”. Ali não está escrito que durante os três anos de discipulado, os escolhidos seriam informados com conteúdos acadêmicos. Nada disso! Está dito que viveriam em comunhão; que viveriam uma vida compartilhada. Nas Cartas que se seguem aos Evangelhos fica claramente implícito que os neo-convertidos se relacionavam com as pessoas cristãs e que, deste relacionamnto, sempre resultava vida mais madura em Cristo. Eis aí o conceito do discipulado no Novo Testamento. Gente, nós precisamos ocupar nosso tempo refletindo sobre isso.


Responder ao Chamado


Nos últimos anos, tenho circulado entre grupos cristãos e, no meu andar, me deparado com compreensões errôneas daquilo que o discipulado significa. Há irmãs e irmãos cheio de boas inteçoes que confundem o discipulado com o acúmulo de conhecimentos; com o acúmulo de aperfeiçoamentos; com o acúmulo de habilidades para o desempenho de certos “papéis” ligados à organização da instituição, Igreja. Entender o discipulado desta forma outra coisas não é do que tentar perpetuar o sistema eclesiástico com o auxílio de “adestrandos” (Pessoas que vão sendo preparadas para que se engajarem nos vários departamentos igrejeiros). Discipulado nao é isso. Discipulado é a formação da Pessoa à imagem de Jesus Cristo; é a priorização da pessoa e nunca àquilo que ela, porventura, um dia, venha a “produzir” dentro da estrutura onde vive.


Para que uma tal idéia seja levada a cabo, há que se apresentar às pessoas o Evangelho de forma compreensível e contextualizada. Melhor: há que sempre se levar em conta a época e o lugar onde se evangeliza. Jesus sabia qual era o pensamento vigente da sua época. Ele sabia quem eram os donos do poder do seu tempo. Ele tinha conhecimento da filosofia, do modo de pensar dos seus conterrâneos. Ele sabia com quem estava estava tratando. Conhecia seus costumes e tinha informações sobre seus interesses privados. Resumindo, Ele conhecia as pessoas que queria evangelizar, depois edificar e, por fim, discipular.Discipulado não é a reproduzir modelos exatos daquilo que outras cristãs e ou cristãos foram no passado. Não! Discipulado é a resposta ao chamado de Jesus. Todas as pessoas que reagem ao chamado de Cristo amadurecem livremente, naquele tempo certíssimo que o Espírito Santo vai promovendo. Sejamos flexíveis para as mudanças necessárias e as vezes até dolorosas que já nos estão pensadas pelo Pai.


Enquanto elas vão acontecendo de forma paulatina (Sim, porque Deus não tem pressa), cresçamos na sensibilidade que nos ajuda a captar os recados que Deus vai emitindo. Se Ele nos abrir portas, cruzemo-las, sempre com os ouvidos abertos para a “voz” da Escritura; para a “voz” das irmãs e dos irmãos da Paróquia; para a “voz” da História da Igreja e isso, sempre debaixo do senhorio de Jesus Cristo. Eis aí o “caminho das pedras” para o Reino de Deus.


Avaliando nossa liderança


Gosto da Carta que Paulo escrita aos Filipenses. Folheando-a, deparei-me com esta boa palavra: “Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Vejam, na Igreja de Cristo somos todos discípulos uns dos outros; somos todos chamados a exercer o ministério do discipulado; somos todos desafiados a buscar relacionamentos horizontais e mútuos entre os semelhantes. Tenho para mim que posturas desse nível certamente desembocarão numa sempre maior aproximação do ato de se ser mais e mais “espelho de Jesus” aqui na terra.


Ser como Cristo foi é um sonho; é um processo que vai se dando em patamares inter-pessoais que, cedo ou tarde, poderão ser claramente percebidos onde houver o sincero compartilhar entre os crentes. Claro que há quem experimente fracassos, tentações e depressões enquanto tenta concretizar esse sonho. Essa é a hora de se animar; de se exortar; de se repreender; de se consolar e até de se realizar a edificação mútua, sempre a partir do diálogo em duas vias: ouvir e dizer, ouvir de novo e continuar dizendo.Para que a idéia do discipulado seja implementada a contento, necessitamos de uma sincera avaliação da liderança que exercemos. A verdadeira liderança não se radica somente numa preparação acadêmica. Ela também não se faz sentir, a partir duma personalidade especial ou de alguém que execute ações exemplares. Não! A função da liderança é ficar atenta à evolção das pessoas que, numa caminhada conjunta, buscam o alvo que conduz ao discipulado.


Como articular isso? Ora, brindando orientação; fomentando a descoberta dos potenciais e, ao mesmo tempo, exercendo-os; sensibilizando a mente e o coração das pessoas para que se voltem às necessidades dos indivíduos próximos; promovendo confiança na delegação de responsabilidades e assim por diante.Nos grupos onde vi liderança cristã, sempre havia atmosfera afetiva. Era nessa “oficina” que se dava vazão e se repartia as vivências do dia a dia. Meu pono de vista é claro: a liderança oriúnda de Cristo só é exemplar quando se submete ao discipulado e, junto, reconhece a pessoa de Jesus como único modelo verdadeiro em quem se espelhar, se assemelhar.


Amadurecendo na identidade cristã


Toda vez que ouço pessoas se referindo à pessoa do discípulo, me pergunto: Será que o discipulado está sendo entendido como comprometimento no serviço do Reino? Jesus serviu e chamou os discípulos para servir. Enquanto Ele os servia, eles iam crescendo, aprendendo, se envolvendo, abrindo as vias para o descobrimento e o discernimento dos dons que o Criador já lhes presenteara para a sua felicidade integral. Sinceramente, não consigo imaginar serviço cristão sem um “caminhar engajado” no discipulado. E o que é discipulado senão um amadurecer constante na identidade cristã? Ora, este amadurecimento do qual falo agora precisa acontecer antes de qualquer ação que tenha há ver com serviço.Enquanto a maturidade cristã vai se desenvolvendo em nós é que vamos descobrindo e praticando os dons espirituais. Uma vez inseridos inseridos na proposta de crescimento contínuo da fé, iremos perceber a melhor forma de canalizamos nossos dons a serviço dos outros. Jesus nos convida para andarmos com Ele. Se aceitarmos este convite, Ele nos sensibiliza para as necessidades das pessoas que esão próximas. Por isso, dirijamo-nos ao serviço, à cruz. Alguém está a fim?

Rumo ao Alvo!


Oliver Kahn, goleiro da seleção da Alemanha, sonhava muito com a conquista da Copa do Mundo, tanto em 2002 como em 2006. Impressionante, uma de suas entrevistas: - “Faz muito tempo que acalento ser Campeão Mundial de Futebol. Treino duro para alcançar este objetivo, apesar de saber que se trata de uma alegria passageira. Depois de alcançado o feito, precisarei recomeçar meus treinamentos”! Confesso que fiquei encantado com sua palavra. Agora, observem como ela combina com aquilo que o apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 9, 24-27: Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.


Nós, os homens e as mulheres que crêem, tornamo-nos participantes da salvação exatamente no dia em que Jesus Cristo, por sua morte na cruz, tomou sobre si todos os nossos sofrimentos (1 Co 1,4-9 e 18). Em vista disso, o desafio que Paulo nos propõe: buscarmos o objetivo da salvação e isso, diariamente, com “unhas e dentes”.Interessante notar que um grupo de pessoas da Comunidade da cidade de Corinto se entusiasmou com esta oferta de liberdade. Já eram os donos da salvação. Que se danassem as outras pessoas. Assim, escandalizavam-as enquanto comiam carne destinada aos ídolos; enquanto praticavam escândalos dentro do matrimônio (1 Co 7) – enfim, o que importava era ter a certeza da aceitação por parte de Deus.


No mais, para eles, a vivência diária não tinha nada a ver com a sua fé.Paulo discordava disso. Ele tentava deixar claro que, mesmo tendo a certeza da salvação em Cristo, não se pode esquecer que ainda estamos caminhando rumo a eternidade de Deus. Que nós, os cristãos e as cristãs, somos iguais a atletas que, correndo e treinando, nos desgastamos para alcançar o alvo, a coroa incorruptível, a salvação eterna.Este tempo de correr é um tempo de prova. Para que alcancemos esta coroa haveremos de evitar, de abdicar de tudo o que possa prejudicar o nosso objetivo. Assim somos desafiados a viver sob a marca do amor que nos faz capazes de desistirmos das vantagens pessoais, que possam impedir os outros de entenderem e de aceitarem o Evangelho de Cristo (1 Co 8.1-9,23).


Este estar a caminho também é um tempo de luta. Um tempo de disputa contra o próprio “eu” que, na sua liberdade cristã, não aceita qualquer tipo de abstinência. O alvo só será alcançado na medida em que formos lutando contra este “inimigo”. Não podemos possuir o amor de Deus, se não o vivemos durante a caminhada da nossa vida.Concluindo, lembro muito bem do ano de 1970. Nossa seleção brasileira estava no México e, de lá, acabou levando a taça “Jules Rimet” para casa. Éramos tri-campeões de Futebol com Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho e Cia. Ltda. Confesso que não me lembro de ter visto tanta festa na minha vida. Alguns anos depois, roubaram e derreteram a referida taça de ouro. Sempre acompanhei e ainda acompanho certos atletas brasileiros que lutam e se exercitam muito para voltar às disputas esportivas, depois de alguma lesão grave. Estes atletas buscam a glória passageira da qual o goleiro alemão Oliver Kahn falou com tanta propriedade. Nós?... Bem, nós buscamos a “Coroa da Glória” que não enferruja. Nosso tipo de exercício? Bem, ele se resume no amor que é capaz de desistir dos aparentes direitos, a fim de promover mais vida às outras pessoas. E tudo isso, por causa do Evangelho de Cristo. Só assim alcançaremos a coroa incorruptível.